Total de tempo de viagem: 14 dias
Total de quilometragem percorrida: 9.580 km
Total de combustível gasto: 585 litros
Média de consumo combustível: 16,37 km/l
Melhor média de consumo: 22,6 km/l, na volta, entre Piedra Buena a Puerto San Julian.
Pior média de consumo: 12,7 km/l, na ida, entre Viedna e San Antonio Oeste.
Gasto médio por dia(hotel, refeições, combustível, ingressos, etc): US$ 110,00.
Moto utilizada: Varadero XL 1000
OBS: a) O consumo de combustível, nessa região, depende, em muito, dos fatores vento e velocidade, e como se pilota na combinação dos mesmos.
b) É possível diminuir o gasto diário para US$ 90,00/100,00 numa viagem dessas. Mas cuidado, também é muito possível aumentar essa média!
c) Efetivar câmbio na entrada da Argentina é recomendável, fazendo uma projeção de gasto pelo tempo/dia que permanecer em território argentino. Além dos pesos, é sempre bom ter também parte em dólares.
d) Usar um jogo de pneus novos, pois o desgaste é grande. Utilizei o pneu Michelin, modelo Anakee II, o qual se mostrou excelente. Para comparar, rodei com ele mais que o original - Bridgestone -, e suas condições de uso ainda estão melhores.
e) Não é necessário levar muita roupa (no máximo para 4 trocas); esteja preparado apenas para o frio e chuva. Mantenha espaço nas maletas, porque sempre poderá haver algo no caminho para guardar, além de facilitar o manuseio. Lavar a roupa de baixo(camiseta, cueca e meia) se faz sempre que as condições no hotel permitirem. Usar a mesma roupa, dependendo das condições, não é incomum.
f) A preocupação maior, sempre, deve ser em relação à moto (ferramentas, sobressalentes, conserto de pneu, etc.), pois ela é que te levará ao destino, e o fará retornar.
g) Usei nessa viagem aquecedor de manoplas; foi fácil de instalar e muito útil. Recomendo esse item para a moto, como também um descansa punho do acelerador(é uma simples peça plástica, de fácil instalação, muito útil nas longas distâncias).
h) Embora para ir a Ushuaia não há necessidade de um GPS, eis que praticamente é uma reta só (Ruta 3), levei um GPS simples que me ajudou nas grandes cidades, e para ter sempre a noção dos pontos cardeais e saber melhor sobre a direção do vento. Isso ajudou na forma de imprimir a melhor velocidade.
Este site traz minhas viagens de moto, de médias e longas distâncias. Meu lema: Motociclismo, Aventura Sem Fronteiras. Já visitei o Deserto de Atacama (de norte a sul e de leste a oeste), Vina Del Mar, Pucon, Lagos Chilenos,Carretera Austral, no Chile; Machu Picchu, Nazca, no Peru; Mendoza, Buenos Aires, Bariloche e Ushuaia, na Argentina; Montevideo, Punta Del Este, Colonia del Sacramento, Rivera, no Uruguai; Paso San Francisco e Paso Sico; Rallye Dakar; e Alaska/USA.
Dakar - Paso San Francisco
Mostrando postagens com marcador 2010 - Ushuaia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2010 - Ushuaia. Mostrar todas as postagens
sábado, 23 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Partindo para completar esta jornada. É um misto de alegria e tristeza. Alegria, porque chegar, reencontrar a familia e os amigos, é sempre o mais importante; e também porque tudo correu bem e por mais um sonho realizado. Tudo isso é gratificante. Tristeza, porque esse prazer proporcionado pela aventura de moto está chegando ao fim, sentimento que começa quando se vê outros motociclistas indo. Dá vontade de, nesse momento, fazer a volta e enfrentar tudo de novo. Mas, enfim, temos que passar por tudo para poder programar uma próxima. Como se vê dos relatos dos últimos dias, a volta, sempre, ao seu final, é mais rápida. E, também, sem paradas para as fotos. De Santana do Livramento fomos a Pantano Grande, onde cada um pegou seu rumo: eu para Lajeado, e o Ladislau para Novo Hamburgo. Ter viajado com esses novos amigos - Remi, paulista e Ladislau - foi um grande prazer. Temos sempre alguma coisa para aprender, e também a ensinar. Rodei, hoje, para completar a viagem, 488 km.
Até uma próxima, e espero que não demore muito. Planos???? ah... já tenho alguns: retornar a Atacama/Machu Picchu e/ou Ushuaia, na companhia da esposa, como também percorrer a Carretera Austral-CH. Depois dessas, bom... também tenho planos. Tchau.
Até uma próxima, e espero que não demore muito. Planos???? ah... já tenho alguns: retornar a Atacama/Machu Picchu e/ou Ushuaia, na companhia da esposa, como também percorrer a Carretera Austral-CH. Depois dessas, bom... também tenho planos. Tchau.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Como previsto, saímos cedo de Azul, em torno de 07:30, após o café. O vento, aquele "chato" que nos acompanhava e incomodava por quase toda a viagem, agora já não batia forte; mas o calor era pior, pois havia um pouco mais de umidade. Estava abafado. Sol, muito sol. Abastecemos em Camino Del Monte, após 190 km rodados. Acho que a gasolina era de baixa qualidade, possivelmente batizada, pois ambas as motos passaram a render menos, perdiam a força. Abastecemos depois somente em Colonia Del Sacramento-UR, distante 123 km, e a partir daí o desempenho começou a melhorar. Entramos em Buenos Aires através da auto-pista 9, que é melhor, mesmo pagando pedágio(super barato) e do trânsito intenso. Ao final da auto-pista 9 ela se divide em três direções. Quando cheguei nessa divisão não me lembrava bem qual deveria pegar(isso que já havia passado por ali em outra oportunidade), e ingressei na do meio. Errei. Assim que errei a opção, percebi que deveria ser à direita, onde uma placa(cartela) dizia: COLON, mas já era tarde. Rodamos sobre o viaduto por 7 km e retornamos, já indo, agora por baixo, pela avenida - paralela à Av. 9 de Julho - que leva ao Puerto Madero. Naquela divisão da auto-pista não possui nenhuma cartela que diz " Puerto Madero", por isso devemos pegar à direita onde diz COLON (e também Engenheiro...), porque depois, sim, há indicação de Puerto Madero. Os trâmites de aduana em Puerto Madero são rápidos(acho que dessa vez levou uns 5 minutos). Uma pena que o resto da Argentina não é assim tão prático e rápido. Atravessamos para Colonia Del Sacramento pelo Buquebus das 12:00 horas (pegamos as duas últimas passagens para motos, e somente em primeira classe - que é tudo igual, apenas se paga mais caro -. Menos pior, porque caso em contrário teríamos que esperar até as 18:00 horas. De Colonia fomos direto a Durazno-UR, parte pela Ruta 1, depois se pega um atalho pela Ruta 11 até San Jose, e daí se vai pela Ruta 3 até Trinidad, e dessa se entra à direita até Durazno, rodando um total de 253 km. É o melhor e mais bonito caminho. Nessa cidade, após abastecermos, o Ladislau saiu na frente enquanto eu me aprontava. Saí do posto, à esquerda, pela Ruta 5, que vai direto a Rivera-UR. Após alguns quilometros não via o Ladislau, e então acelerei um pouco mais, e mais. E nada. Imaginei: ou ele saiu em alta velocidade, ou pegou outro rumo; então diminuí meu ritmo. Não deu outra: após muitos quilometros aparece ele vindo atrás: ele pegou a direção contrária na Ruta 5, indo em direção a Montevideo. Só ele mesmo! e isso que eu havia avisado no posto que era para a esquerda. Chegamos em Rivera-UR ao final da tarde, mas não sem antes de chegar ter faltado gasolina na moto do Ladislau, com o que socorri ele com parte de minha reserva. Jantamos em Rivera, bom cardápio e muita cerveja. Merecida. Pernoitamos num hotel simples mas confortável, em Livramento. Total percorrido no dia: 890 km. Estamos a um dia de casa. Estou a um dia de terminar mais uma aventura de moto.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Hoje a tocada foi grande: 1.170 km de Puerto Madryn até Azul. Obviamente que sequer fizemos o "desayuno" no hotel. Logo na saída passei por umas manchas de óleo(parecia água) na rua, e quase fui ao chão. Rodamos direto a San Antonio Oeste (267 km), aquela cidade onde os ventos sao fortes. Nessa cidade havia filas nos postos de combustível e, para nosso azar, esolhemos o posto que mais demorou, pois havia o abastecimentos dos tanques. Na saída desse posto, por ser um entroncamento de três rutas: a 2, a 251 e a 3, o Ladislau seguiu a ruta em linha reta (251), porém a Ruta 3 era a do desvio à direita. Rodamos 32 km e retornamos. E estava muito quente. Já li relatos sobre outras motociclistas que também cometeram esse erro. Nesse trajeto pegamos várias tempestades de areia, as quais cobriam a pista e visibilidade. Muitos redemoinhos em ambos lados, sendo que alguns poucos atravessavam a pista. A força dos grandes redemoinhos são perigosos! Em Azul, chegando já à noite, ficamos num bom hotel, à beira da Ruta 3. A idéia de andarmos muito hoje é para tentar conseguir chegar cedo em Buenos Aires e pegar o Buquebus de manha, caso contrário só no final da tarde. E também pela ansiedade normal de todo o retorno. Hoje, realmente, fiquei cansado.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Café tomado e motos lubrificadas, partimos de Três Cerros. Sabíamos que em Comodoro Rivadavia nos dividiríamos, o que deixa uma certa tristeza, pois passamos bons e maus (pouquíssimos) momentos juntos. O tempo estava muito bom(e quente). Pelo caminho vimos outros veículos capotados e queimados, ou provocados pelo vento, ou pelos guanacos. Desde a ida quando houve aquela falta de combustível, agora a cada localidade com posto de combustível nós parávamos. Andamos apenas 132 km até Fitz Roy (nesse posto, quando da ida, não havia combustível), e abastecemos. Chegamos em Comodoro Rivadávia em torno do meio-dia, abastecemos e fizemos um lanche de despedida. A partir de Comodoro Rivadavia, o paulista (Carlos) e o Remi seguiram em direção a Bariloche-AR e aos lagos chilenos, onde depois subiriam a Santiago e fariam o retorno por lá. Eu e o Ladislau seguimos a Ruta 3, direto a Buenos Aires. Andamos 180 km até a localidade de Garallalde, abastecemos e seguimos até Puerto Madryn, rodando mais 266 km. Este foi o dia que mais vimos motociclistas indo em direção a Ushuaia. Nesses momentos já bate uma saudade dessa viagem. Em Puerto Madryn, cidade litorânea de veraneio dos argentinos(e também portuária), donde se faz paragem para visitar a Península Valdez, ficamos num hotel em que a turma, na ida, tinha ficado. Nome: Hotel Avenida, logo na entrada da cidade. Horrível! o pior hotel e atendimento de toda a viagem. Fomos ao centro para jantar e procurar um locutório e internet. A rua central que margeia o oceano atlântico até que é agradável, muito quente, pessoas circulando, etc. , bom para um chopp. Só. Para meu gosto uma decepção essa cidade, já que muitas pessoas relatam que é ótima e linda. Bem, talvez eu esteja enganado. Rodamos nesse dia um total de 730 km.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Hoje teremos uma puxada até Tres Cerros. Segundo informaçao de um brasileiro que conhecemos no hotel, há um caminho alternativo (Ruta 9) que poupa 300 km para la chegar, assim nao precisaria descer até perto de Rio Galegos e subir ao norte. Assim, para garantir, na saída da cidade perguntamos a um policial como estava a Ruta 9. Ele foi categorico: nao vao! Mas, como bons brasileiros, quando estavamos perante o desvio para essa ruta, resolvemos perguntar a um motorista argentino qual as condiçoes da Ruta, sendo que este disse que a estrada estava boa. Ingressamos nela. Fui por uns 100 metros e parei, avisando aos companheiros que ali eu nao me meteria; era horrivel! Eles entao continuaram e eu fui pelo trajeto mais longo. Combinamos um local (posto de combustível em Piedra Buena) para se encontrar; quem chegasse primeiro deveria aguardar. Considerando a possibilidade (segundo a informação) de que o ripio que pegaram estivesse bom, os companheiros chegariam antes. Assim, para nao " me" esperarem muito, acelerei o máximo possivel, embora o perigo dos ventos. Cheguei as 12:40 horas no posto. Ninguem estava la. Perguntei ao frentista sobre 3 motociclistas brasileiros, e ele respondeu que tinham passado. Dai um senhor veio a mim e disse que encontrou os meus amigos nessa Ruta 9, e que estavam tendo problemas, mas achava que nao demorariam muito. Esperei por 4 horas! quando entao chegaram. Eles somente conseguiram andar 30 km, sob maus lençois! e retornaram para o percurso mais longo. O ripio, quando está alto e solto, para motos nao vai bem! Dali fomos a Tres Cerros, abastecemos, lubrificamos as correntes e ficamos(novamente) no mesmo hotel e quarto da outra vez. Nesse hotel estavam 3 paulistas indo para Ushuaia, sendo que um deles ( de V-Strom) foi jogado para fora da estrada por uma rajada de vento, isso proximo a cidade de San Antonio Oeste, se ralando um pouco e estragando algumas partes da moto. Realmente, o vento por esses milhares de quilometros castiga e coloca em risco os pilotos e suas maquinas. Outro perigo constante na Patagônia Argentina são os guanacos, animais selvagens que vivem em bandos e se atravessam na pista, ocasionando muitos acidentes. À noite o perigo é maior. Todo cuidado é pouco!
domingo, 17 de janeiro de 2010
Saimos mais ou menos cedo de Rio Galegos: 08:30 horas, chegando em El Calafate as 15:00 horas. Nesse percurso pegamos o pior vento lateral da viagem, sendo que todos nos(4) fomos jogados pelas rajadas para proximo do acostamento. Quem ingressa no acostamento perde o controle da moto e cai! Nesses momentos temos que fazer força para segurar a moto e a cabeça, o que torna a pilotagem dolorosa. Quando paramos para abastecer as motos, em El Esperanza, estava dando no noticiario de TV que hoje, as 09:00 horas, houve um abalo sismico de grandes proporções na cidade de Ushuaia, sujeito a maremoto. Felizmente, ao final do dia, ficamos sabendo que fora somente aquele terremoto, estando agora tudo calmo por lá. Vencidos esses 350 km, chegamos nessa agradável e bonita cidade de El Calafate. Ah... tem apenas um posto de combustível entre Rio Galegos e El Calafate (aquele que abastecemos - El Esperanza -), quase no meio da Ruta. Parte da estrada é Ruta 5 e parte Ruta 40, toda asfaltada. Abastecemos as motos e imediatamente fomos visitar o Glacial Perito Moreno, que fica distante 80 km. Paga-se entrada de U$ 13,00. Essa estrada margeia o Lago Argentino, cheio de curvas fantasticas e com bela paisagem. Numa dessas curvas o paulista(Carlos, ou Ferrugem) perdeu um dos galoes reserva de combustivel(vazio). Esse monumento de gelo que demonstra uma "era" glacial é espetacular. Nesse local foi onde mais fotografei. Apesar de estarmos proximos daquela parede de gelo (6o metros de altura), a temperatura era agradável. Se faz um percurso de 1,5 km pela escadaria, donde se ve por varios angulos. É bonito mesmo; impressionante! Retornando a cidade de El Calafate, enquanto que o pessoal abastecia e lubrificava a correia das motos, procurei hotel. Existem muitos, com preços variados. Pra variar, peguei um quarto para todos, assim fica mais barato. Hoje, para comemorar, me dei ao luxo de comer truta, regada a um bom vinho. Amanha, oficialmente, começa o retorno.
sábado, 16 de janeiro de 2010
A cidade de Ushuaia amanheceu novamente com sol quando partimos para Rio Galegos, para depois irmos a El Calafate visitar o Glacial Perito Moreno. Esse foi o dia mais frio que pegamos, pois a medida que nos afastavamos de Ushuaia o tempo começou a nublar. Pegamos chuva fraca de Rio Grande até proximo a aduana de San Sebastian. Quando la chegamos o sol veio forte. Os carros que chegavam vindo do Chile estavam embarrados, o que nos fez pensar que enfrentariamos o ripio molhado, o que tornaria mais perigosa a pilotagem. Porém, como levamos quase 4 horas para fazer essas duas aduanas, o sol e vento secaram a estrada e pegamos ela muito boa (dadas as circunstancias), podendo as vezes imprimir velocidade de 110 km/h. Na outra aduana Chile/Argentina os tramites duraram pouco mais de 2 horas. Quando saimos dessa ultima aduana, estava dois(2) graus, cuja sensaçao termica andando de moto era algo de 3 a 5 negativos. Chegamos tarde em Rio Gallegos e fomos direto jantar, e depois fomos para o mesmo hotel da outra vez. Amanha partiremos para El Calafate. O comportamento da moto até agora é excelente, mesmo no ripio ela mantem conforto e segurança. Lubrificamos as correntes das motos.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Enfim, Ushuaia! É uma cidade movimentada, bonita, turista pra todos os lados. Congestionamento em sua rua central (San Martin). O dia amanheceu com sol. Aliás, tivemos sorte, porque o sol por aqui começou na quinta-feira, pois até la era muita chuva e frio. Visitamos o Parque Nacional Tierra del Fuego, a Bahia Lapataia (local onde termina a Ruta 3 = objetivo alcançado!), a Bahia Enseada e o Correio (o famoso correio do fim do mundo), que fica nessa Bahia. Obviamente que carimbei meu passaporte. Uma boa parte em direçao ao parque é feito no ripio, com o qual ja estava acostumado. Fui na famosa placa que marca o final da Ruta 3, tirei as famosas fotos para registro, entao posso dizer que percorri toda a Ruta 3. Visitamos também o Glacial Martial, ao qual subimos de teleférico. Ao final da tarde fomos ao sempre indicado mecanico de motos em Ushuaia (Pablo) para efetuar troca de óleo. Embora atencioso, seus preços são um tanto caros. Entao, resolvi eu mesmo efetuar a troca do óleo e filtro (sucesso na troca, apesar de ter sobrado uma arruela e uma porca quando da montagem do protetor do carter!). Amanha vamos a El Calafate para visitar o Glacial Perito Moreno.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Parto para o destino: Ushuaia. Embora levantamos cedo, saimos as 08:30 horas, chegando em Ushuaia as 22:30 horas. O trajeto nao é muito longo (+-650 km), mas tem dois inconvenientes: aduana e ripio. Saindo de Rio Gallegos a paisagem muda bastante, tendo em toda a extensao até proximo a Ushuaia estancias de criaçao de gado, colinas, curvas suaves, e a esquerda o oceano atlantico. Para os olhos faz bem, e mais: pouco vento, sendo forte apenas nos descampados. A medida que avançamos começam a surgir arvores e aumentar as montanhas. Quanto ao problema da aduana de Argentina e Chile, e vice-verso, foram quatro horas perdidas (sao um total de 4 aduanas). Haja paciencia! Sobre o ripio (foram 124 km, tudo no Chile) trata-se de uma estrada do nosso interior, muito cascalho. A diferença, e daí o grande problema e perigo na pilotagem, é o forte vento lateral e suas rajadas, além de ter que cuidar muito nas curvas, especialmente quando em subida ou descida, pois nesses pontos o ripio está mais solto. Cuidados redobrados quando está molhado, fato este que me fez derrapar. Foi um susto grande! Depois que se acostuma com esses cuidados e como e quando devemos acelerar forte, ou frear bem antes dessas curvas(nao se percebe de longe se o ripio esta alto ou baixo), daí a pilotagem fica melhor e emocionante. Para se ter uma ideia da força do vento, num determinado lugar, em pleno ripio, uns 10 minutos antes de chegarmos, o vento tombou um automóvel. A rajada pega de tal forma que faz o veículo(qualquer um, inclusive caminhao) chegar para fora da pista e, em ato continuo, o motorista para corrigir faz força contrária, o que faz derrapar e perder-se na estrada, uma vez que o vento repentinamente para de forçar. É um tanto dificil explicar o que se vivencia na pratica nessa estrada de ripio e vento. Abastecimento tem em Rio Gallegos(saida), depois somente a 290 km, em San Sebastian-AR. O Paulista e o Remi tiveram que usar o combustivel reserva. Atravessamos no Chile o Estreito de Magalhaes, foi rápido porque assim que chegamos a barca (transbordador) partiu. A primeira aduana é proximo a Rio Gallegos, e a segunda em San Sebastian (onde tem o posto de combustivel). Passado (e vencido) o famoso rípio, com pequenos sustos, ingressamos novamente na Argentina, e como ja disse, cada vez melhora o prazer de pilotar. Passamos por Rio Grande-AR, cidade bonita e agradável (foi uma das bases do comando da Argentina na guerra das Malvinas), depois por Tolhuin, quando aí começam aos poucos os bosques e lagos. O Lago Fagnano é muito grande e bonito, depois vem o Lago Escondido (que acho mais bonito porque fica entre as montanhas) e, finalmente, já esfriando muito, chega-se na cidade de Ushuaia. Em Ushuaia ficamos num Apart Hotel, bem no alto (mas barato, claro). Jantamos e fomos dormir (eram +-02:00 horas), pois o dia seguinte seria para visitar.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Tempo nublado, eram 08:15 quando partimos. Praticamente até Rio Gallegos, quando chegamos as 16:30, pegamos chuviscos. Mas a conduçao das motos foi excelente, tanto quanto a forma ligth que empreendemos, quanto a economia. Hoje mantivemos velocidade entre 80/100 km/h para economizar, pois nao sabiamos se teria combustivel mais para frente. Fiz as melhores médias, a primeira em torno de 16 km/litro e na segunda parte fiz 18,9 km/litro. Hoje, finalmente, depois de mais de 1500 km com ventos fortes, estes acalmaram, chegando a desaparecer quando estavamos a mais ou menos 150 km de Rio Gallegos. A paisagem nesse trecho já nao é mais uma reta só, tendo curvas, guanacos e vegetaçao mais interessante. Foi muito tranquilo esse trajeto. Para variar, novamente o Remi ficou sem combustivel, tendo que usar um galao extra. A moto dele faz apenas 150 km de autonomia(deve estar desregulada). Chegando em Rio Gallego, procuramos hotel e depois o paulista(Carlos) foi trocar o óleo da moto. Revendo meus planos, acho que nao vou a Torres del Paine, embora fique no Chile, pois a questao do combustivel preocupa. Por enquanto mantenho a ideia de visitar o Glacial Perito Moreno, em El Calafate. Mas é secundário, pois o objetivo é Ushuaia. Até hoje tirei poucas fotos, pois o tempo e o vento nao tem permitido paradas seguidas na estrada. Hoje vários motociclistas passaram por nos, retornando. Estou a 1(um) dia de Ushuaia; estou a um(1) dia do Fim do Mundo (a cidade)! Até lá.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Saí de Trelew as 07:30, o tempo estava bom, e fui direto para visitar os pinguins, em Punta Tombo, chegando lá as 08:30. Para chegar lá tem 22 km de ripio(estrada de pedras). Este foi meu primeiro teste nesse tipo de estrada(que vou pegar antes de Ushuaia) e me dei bem, apesar de ter estado tenso no início por causa do peso da moto(mais ou menos 400 kg para controlar nesse chao), depois se pega o jeito, mas é complicado. O ripio é muito traiçoeiro, assim, todo cuidado é pouco. Em Punta Tombo caminhei mais ou menos 1h30min entre os pinguins. É legal, diferente. Quando voltava começava um movimento maior de excursões chegando. É possivel que o melhor horário nao seja cedo da manha, mas perto do meio-dia ou a tarde. A partir de Punta Tombo, e cada vez mais forte, o vento forçava a cabeça e a moto para o lado, razao porque nao parava para tirar fotos sob pena de a moto cair, mesmo parada. Segui em direçao a Comodoro Rivadavia, e lá encontrei num posto de combustivel dois caras de Novo Hamburgo (Ladislau, com uma moto Super Tenere 750, e Remi, com uma XT 600) e um paulista (Carlos, com uma Boulevard 1500). A partir daí estamos viajando juntos. Nessa cidade de Comodoro Rivadavia (a maior produtora e distribuidora de petróleo da Argentina) ficamos sabendo que nao tinha mais combustível nos postos YPF, somente em alguns da Petrobras. Obviamente que havia filas em todos os postos da Petrobras. Acontece que os empregados da YPF simplemente tomaram a empresa, e entao parou a produçao e a distribuiçao. Saimos de Comodoro Rivadavia em direçao a Caleta Olivia, e lá o Remi, numa bifurcaçao, pegou o caminho errado. Para nao voltar varios quilometros, nos indicaram um caminho de ripio, onde quase caí. Horrível! Esses novos amigos tinham 20 litros de combustivel de reserva, os quais foram utilizados no caminho por Remi e Carlos, porque nao tinha mais gasolina no posto de Fitz Roy. Entre Fitz Roy e Tres Cerros, novamente faltou gasolina ao Remi, e como já tinham utilizado as reservas deles, tive que socorre-lo com metada da minha reserva de emergencia. Chegando em Tres Cerros, por sorte, no posto local ainda havia gasolina. Abastecemos as motos e as reservas. Aproveitamos também para ficar no hotel do posto. Para economizar, os quatro ficaram no mesmo quarto! O vento nesse trajeto nao deu tregua, deixando em alguns momentos as motos em 45º. Amanha seguiremos para Rio Gallegos.
Assinar:
Postagens (Atom)