Dakar - Paso San Francisco

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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Dias 77 a 83 - Miami/USA a Campinas/Brasil


Volto a escrever. Dia 14 devolvi o carro alugado, conforme programado, e fiquei no hotel. Nessa terça-feira a aduana solicitou a correção no Conhecimento de Embarque Aéreo, pois deve constar um endereço (meu, como remetente) nos USA. Então corrigiram colocando o endereço da empresa despachante. Esse documento foi VALIDADO pela aduana na quarta-feira, tudo em ordem. A empresa aérea Avianca estava autorizada a transportar já na quinta, conforme agendado. Na quarta à noite peguei o avião em Fort Lauderdale, Flórida, para Campinas, pela Azul. Esse aeroporto consegue ser pior que qualquer um do Brasil. Não há qualquer lancheria do lado de fora, tampouco alguma lojinha de qualquer coisa, devendo-se fazer o check in e já entrar (sair do país, oficialmente) para a área de embarque. Só acontece isso lá, ou talvez num país pequeno da Europa... Também não tem no aeroporto aqueles embaladores de mala, o que me obrigou a passar um fita adesiva colorida(da Disney, que me emprestaram) para "proteger" um pouco a minha maleta da moto. Absurdo! O vôo foi muito tranquilo. Na quinta-feira, de manhã cedo, ao fazer contato com o representante da Cia. no aeroporto de Campinas, me deram a notícia de que a moto não estava no manifesto de quarta-feira, ou seja, não veio. Liguei para Miami, e depois me retornaram dizendo que por um "erro  operacional" da empresa aérea, não embarcaram na quinta, sendo que somente iria no próximo vôo de carga: domingo. A empresa Avianca enviou um documento de "desculpas" pelo inconveniente, como se isso amenizasse a irresponsabilidade dessa empresa aérea. Diante desse quadro, aproveitei para visitar um casal de amigos de Piracicaba - Adalto e Rô -, que fazia muitos anos que não nos víamos. Bem, pelo menos esse "inconveniente" da transportadora me permitiu desfrutar da companhia dos amigos, e sua família, por todos esses dias de espera. É o velho ditado: há males que vem para o bem! Em Piracicaba meus amigos me mantiveram bem ocupado,  cujo tempo passou rapidamente. Domingo à tarde me ligaram do aeroporto confirmando que a moto estava chegando. Hoje de manhã, bem cedo, o Adalto me trouxe até Campinas-aeroporto. A moto está no terminal de cargas. No representante da Avianca retirei os documentos (Conhecimento de Embarque) - deve-se pagar uma taxa de retirada de US$ 35,00 -, e fui imediatamente levar na Receita Federal (prédio ao lado). Mas...sempre tem um mas, a Receita Federal não libera a carga  na hora, pois a BURROcracia deles diz que deve ser agendado a entrega dos documentos, etc. Tentei argumentar, mas sem sucesso, exceto ter pelo menos conseguido agendar para amanhã de manhã. Esse é nosso Brasil! pois seria (espero  que seja) simplesmente conferir a mercadoria, com os documentos apresentados e a minha pessoa física. Nada mais. Enfim, resignado, estou num hotel já próximo à saída para o aeroporto, e amanhã cedo vou fazer prontidão para ser atendido, e liberada a moto.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Dias 74, 75 e 76 - Miami-Florida/USA

Estou sem pilotar a moto desde a chegada a Miami, porque deixei logo na transportadora, e daí aluguei carro para me locomover por aqui. No sábado(11/07), após me despedir dos amigos Vitor e Catia,  aproveitei a "folga" e passeei por Miami Beach, mais para o sul, onde se encontram ainda alguns lugares preservados da "velha" Miami, além dos "points" na Oceon  Drive. Nesse giro que fiz de carro não havia como estacionar, tudo lotado. Depois de rodar por horas (em distância foi pouco, porque o fluxo de carros era muito grande, sinaleiras...), encontrei um estacionamento no centro, próximos a lugares interessantes. A partir daí, saí para caminhar, indo até a praia, depois andei Lincoln Rd, que na sua maior parte é um calçadão, com muitas lojas de grifes, comércio e restaurantes. No mar havia muitas algas na beira da praia, mas somente na beirada.  Almocei aí, num de comida italiana (massa a meia-boca). Depois fui para o hotel, e o GPS me levou por um caminho mais longe, dando uma volta desnecessária. Com o GPS a gente não se perde, mas sabendo os atalhos é muito melhor. Neste hotel que estou - Howard  Johnson - (US$ 89,00 por dia) tem piscina e restaurante (boa comida, mas muito cara), o que facilita não ter que precisar sair daqui. Mas dei azar: há umas sete equipes de futebol juvenil (estão disputando um torneio por aqui), de vários países, com seus familiares, hospedadas aqui; é muita agitação da gurizada, o que pela quantidade de pessoas hospedadas o sinal da internet é fraco. Essa rede de hoteis é muito grande e famosa nos USA, o que daí acho um absurdo a fraca qualidade da internet. esta é a pior conexão de internet nesta viagem. No domingo (12/07) saí mais ou menos cedo para ir num shopping famoso dos brasileiros: Dolphin Mall. Lá é um grande "outlet" das grifes, o que faz encher os olhos (e esvaziar os bolsos!). Ter cartão de crédito é um perigo! Mas vendo os preços, me dá uma saudade do Brasil... Retornando desse "mundo perdido" de compras, tive que resfriar a cabeça na piscina, apesar da água ser morna. Hoje , segunda-feira (13/07), fui novamente na empresa Bon Bini para saber se tudo estava OK! ao que me disseram que já encaminharam os documentos na Aduana americana, e agora devemos aguardar. Aproveitei para tirar uma foto com o Luis e Abel, que são prestativos e atenciosos para com este brasileiro chato (eles têm tido muita paciência com minhas perguntas e preocupações!). Saindo dali passei novamente no "mundo perdido", onde metade eram brasileiros cheios de sacolas, e a outra metade o resto do mundo. Peguei chuva no caminho do shopping.



















 Amanhã vou novamente na empresa, e à tarde devo devolver o carro de aluguel, sendo que o Sr. Luis vai me acompanhar a devolução(será no aeroporto), para então me levar até o hotel.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Dias 71, 72 e 73 - Kissimmee-Florida/USA a Miami-Florida/USA

Escrevo atrasado o diário. Saí de Kissimmee, Flórida, dia 08/07, deixando o caminho a ser traçado pelo GPS. Cheguei em Miami no início da tarde, e fui direto para a transportadora Bon Bini, já para poder antecipar alguma coisa. O trajeto foi tranquilo, mas em momentos um pouco monótono, pois o GPS me mandou pela auto-estrada TurnPeak, boa, mas sem grandes atrativos. Nos poucos lugares que seria interessante alguma foto, é o velho problema da velocidade ou da dificuldade de poder parar no acostamento. De qualquer sorte, ainda acho que foi a melhor opção, pois pelo calor eu não sei se iria gostar de ver a parte bonita, pela costa (I-95), (I-1) e, principalmente a (A1A), porque há muitos desvios nessa parte (atravessa-se canais), passando por dentro de cidades, e é bem movimentada, o que implicaria em parar muitas vezes. Já conheço essa estrada, que realmente é bonita...  mas ter que parar muito em sinaleiras, não é boa coisa nesse calor. Demorei um pouco pra encontrar o endereço da empresa, mas nada que preocupasse. Eles me orientaram por telefone, e eu não estava muito longe. Fui atendido por Abel (que faz a documentação) e pelo Sr.Luis Gonzales (dono). Nesse primeiro contato, e no dia 08/08, praticamente ficamos cotando valores com as Cias. transportadoras, e alternativas de países. O trabalho e dedicação da empresa Bon Bini foi excelente, inclusive pesquisando hoteis e voos para mim, além de me conduzirem para tive necessidade nesse primeiro dia. Uns dias atrás mandei mensagem no facebook para um amigo (Vitor) dizendo que estava por Miami. Coincidentemente, quando o Sr. Luis Gonzales me levava para um hotel, o Vitor me ligou e daí disse para ficar na casa dele, onde há muitos anos já tinha me hospedado. Damos meia-volta e ao final da tarde o Sr, luis me levou até lá(é longe da transportadora). Esse tipo de atenção conta muito quando se decide uma negociação. Aluguei um carro no dia seguinte(09/07) para melhor me locomover, indo então até a Bon Bini para continuar os negócios. Depois de todo o esforço conjunto, fechei o transporte aéreo da moto com a empresa Avianca, ao preço total de US$ 3.980,00, colocada no aeroporto de Campinas/SP. É caro, mas todas as cotações e alternativas me levaram a fechar assim mesmo. Dentro da minha previsão orçamentária gastei mil dólares a mais. Havia também a possibilidade de levar até Guayaquil/Equador (US$3.400,00) ou Lima/Peru (US$ 3.000,00). Por navio eu descartei, embora fosse mais barato. Essa empresa - Bon Bini - atende muitos brasileiros e sulamericanos, encaminhando o transporte de automóveis e motos. Os preços são variáveis de acordo com a economia mundial, podendo daqui uns meses sair por bem menos. Mas agora, é isso aí mesmo. Ah... também interfere muito para qual aeroporto vai que, segundo informações, o de Campinas é o mais caro. Dia 10/07 preparamos a embalagem da moto, e eu acompanhei tudo. Tive que retirar (obrigação para transporte aéreo) o óleo e a gasolina da moto, e desligar a bateria. Também tirei o parabrisa para que a caixa não fosse ainda um pouco maior, o que afetaria muito no cálculo do frete. Quando chegar em Campinas, terei que montar tudo, colocar gasolina e o óleo. Uma vez que a moto é entregue para a Cia. aérea - Avianca -, esta emite um documento de recebimento e, com esse documento e mais outros da moto e passaporte, são entregues na Aduna Americana, que então fará um exame nesses documentos (e às vezes conferem a moto), para liberar o transporte, emitindo um documento chamado de VALIDAÇÃO. Agora tenho que esperar, pois esses documentos somente serão entregues na segunda-feira(13), logo cedo de manhã, na Aduana. Bem, sobre a empresa Bon Bini, e em especial o atendente Abel, e o dono Luis Gonzalez, só posso recomendar como referência pela prestatividade e profissionalismo. Retornando dos "trabalhos", fiquei na casa dos amigos Vitor e Catia, tendo lá pelos anos de 1980 trabalhado juntos em Porto Alegre. É sempre bom tornar a rever os amigos, especialmente quando estão tão longe. Eu não acreditava que aqui em Miami pudesse ter carne e churrasco à modo gaúcha, mas o Vitor provou o contrário e, diga-se de passagem, a carne (e o churrasco) não devem nada aos brasileiros, pois a picanha e costela eram muito macias, e usando sal grosso somente! magnífico o churrasco e companhia da família Souto.








Amanhã (sábado) vou passear  um pouco por Miami Beach , que, aliás, em 90 e 98, quando estive por aqui, era bem menor, hoje com muitas avenidas totalmente tomadas por grandes edifícios e hotéis, mas continua bonita e alegre.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Dia 70 - Crestview-Florida/USA a Kissemee-Florida/USA




Puxei um pouquinho o acelerador: 651km no dia de hoje. O GPS me levou por duas auto-estradas (I-10 e I-75) na maior parte de trajeto. Nas poucas oportunidades de tirar fotos de algum lugar bonito (pântanos, principalmente), ou eu estava em alta velocidade e quando via já tinha passado, e não dava para retornar, ou estava na pista do meio e tinha veículos à  direita. Esse é o castigo de vir por auto-estrada. O trecho de hoje foi tranquilo, principalmente nos primeiros 500km. Depois, armou (e veio) um temporal, com raios e trovões, por uns 10 minutos. Coloquei capa de chuva. Abriu o sol novamente, e com ele comecei a fazer sauna. Rezei para vir chuva (tirar a capa não era a opção melhor para o que se via no horizonte). E veio chuva, ou seja, temporal, com ventos, raios próximos e muito barulho. Nào rezo mais para vir chuva! Essa parte peguei justamente quando cheguei no pedário. Um parêntese: aqu8i no Estado da Flórida é o único estado americano,dos que passei, que tem pedágio. Depois de novo temporal, que também durou uns 10 minutos, parou mas ao longe, no horizonte, já informava  novo temporal. Então (e já estava na hora mesmo) comecei a procurar lugar para ficar. Só fui encontrar uma saída em Kissemee, ao lado de Orlando. Estou no hotel The Heritage Park Inn (US$ 79,00). Aqui em Kessemee, em 1998, na mesma rodovia (US192), fiquei hospedado com a família em visita à Disney. Pouco depois, no hotel, apareceram viaturas da polícia. puxei conversa e tirei foto. O policial é nascido no Brasil, em Minas Gerais. Coincidência. Esse policial recomendou cuidado e "olho vivo" com a moto e as coisas que ficam na moto. Disse que o que se vê na televisão não é a realidade daqui. Sugeriu que eu fosse a Miami pela I-95, e depois pela costeira (1). Já conheço esse trajeto, e é bonito, mas tem muito movimento. Vamos ver para  amanhã. Chegarei em Miami amanhã, e depois começarei a procurar despachar a moto, documentos, liberação da policia federal americana, etc..

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Dia 69 - New Orleans-Louisiana/USA a Crestview-Florida/USA

Parti tarde (10:15hs), pois sabia que não andaria muito. Mesmo assim, rodei 476km, para  chegar em Crestview/Florida, as 18:00hs. O trajeto de hoje foi um pouco cansativo, pois era muito quente e abafado. Mas descobri mais uma homenagem para mim, agora deram o nome a uma Baía - Bay St. Louis. No sul dos USA, nesta região, há muitos rios, banhados e mato, criando muita umidade no ar. Resolvi, por sugestões, viajar pela costa do Golfo do México, começando por Pensacola-Florida. O GPS me sacaneou duas vezes, me mandando para um lugar que nada tinha a ver. Nesta região há muitos viadutos e pontes, estas interligando continente/ilhas, com penínsulas, o que dificulta qualquer retorno se peguei algum caminho errado. Na cidade de Mobile se passa o rio/baía por um túnel, e pouco depois de sair se avista, ao longe, o famoso navio de guerra - US Alabama. Depois desses sufocos, cheguei em Pensacola, realmente uma cidade/praia bonita, muito organizada e limpa (até demais), mas com um trânsito (praticamente o acesso principal é pela US98, que margeia a costa do Golfo do México, onde passa por dentro das cidades/praias) muito intenso e excesso de sinaleiras. Mas em Pensacola, apesar de ser muito arborizada, não tem sombra, e a única que encontrei, demorou uns 10 minutos e veio um vigilante me mandando se retirar, pois era propriedade particular. Puxa, nem para descansar na sombra um pouco eu consegui hoje, e tive que seguir caminho.  Os americanos estão de férias, e todos (quase) vem para as praias do Golfo do México. Fiquei mais de uma hora para percorrer uns 30/40km, num sol quente e abafado. Imaginei: isso deve ir assim por todo o trajeto programado (uns700km), então, TO FORA! Peguei o primeiro desvio à esquerda para fugir desse trânsito, e ir pelo caminho (putz, estrada interestadual -I-10) mais longo. Sacrifiquei (a essa altura nem tenho certeza) do que seria mais bonito, para o mais prático e menos sofrível,pois o calor, naquelas circunstâncias, não me animaria de ver  as coisas "bonitas". Já na I-10, resolvi para pouco adiante num primeiro conjunto de moteis que tiver no caminho. Acho que a decisão foi acertada, pois assim estou mais tranquilo para viajar. Parei em Crestview, e estou no motel Super 8 (US$ 58,00 = tá melhorando o preço). Amanhà sigo caminho em  direção a Miami, devendo chegar em 2/3 dias, conforme o calor. Lavei a roupa  e estendi no corrimão/grade em frente ao quarto do motel, assim acho que vai secar mais rápido. Por fim, hoje cheguei no último estado americano que visito nesta minha jornada: Flórida.









domingo, 5 de julho de 2015

Dia 68 - Hattiesburg-Mississipi/USA a New Orleans-Louisiana/USA








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Choveu e trovejou muito na madrugada. Sol na saída, as 09:15hs, abafado e pouco nublado. Assim como parte de ontem, e ao contrário dos últimos 10 dias, que sempre tentei fugir das auto-estradas, optei, por forças das circunstâncias, em seguir pelas auto-estradas. Assim, andei muito pela I-59, que foi a que mais rodei desde que aboli trafegar pelas interestaduais. Viagem muito tranquila, apenas 182km até o destino - New Orleans -, onde cheguei as 11:00hs. Conheço, agora, mais um Estado americano: Louisiana. Aliás, fiquei muito lisonjeado ao saber que o nome guarda parte de uma homenagem a mim, em inglês, claro: LOUISiana. Não sei como agradecer! Estou no Le Richelieu Hotel (US$ 126,00), a uma quadra da rua mais famosa dos bares e músicas ao vivo nas calçadas: Frenchmen. Esta parte da cidade parece surreal. Nostálgica, bonita, colorida, brega, etc... Mas também se vê (se sente) que não podemos dar sorte pro azar, pois parece um tanto "pesada". Mas é bonita, muito bonita. Louisiana, lá pelos anos de 1700, foi comprado pelos franceses, por isso  a forte influência neste bairro - antigo bairro Francês - do estilo, e bem preservado, daquela época. Almocei no hotel e fui caminhar pelas suas ruas principais.  Os casarius são únicos, espetaculares. As ruas estão limpas, mas há no ar um cheiro um pouco forte, provavelmente de produtos para manter a limpeza; mas isso longe está de tirar a atração e beleza desse bairro. Esta cidade (neste bairro, principalmente) VIVE MÚSICA, ou da música. Caminhar pelas suas ruelas (mas não é recomendável fazer isso na madrugada, tampouco se afastar muito delas) é delicioso, fazendo a gente entrar nesse clima de nostalgia, do BLUES, do JAZZ, dos artistas de ruas. Como é início de tarde, poucos são os artistas que se apresentam nas calçadas. Achei a arquitetura desse bairro sensacional, o que me fez produzir muitas fotos, e de personagens do cotidiano. Havia  muita gente(turistas) caminhando até pelas 14:30hs, e , de repente, evaporaram. Acho que voltarão (como eu) pelas 18:00hs, quando começam a aparecer os músicos dos bares e ruas. O Rio Mississipi banha esta cidade, desembocando no Golfo do México. Precisava jantar. Parti as 19:00hs para os bares. Entrei no primeiro e pedi uma carne, com algo mais, e uma cerveja daqui-Mississipi.. Veio um pedacinho de carne, a la francesa, com alguma coisa que não sei o que era. Mas era muito gostoso, embora para mim, gaúcho acostumado com churrasco, em três garfadas já poderia terminar o "prato". Recomenda-se mastigar 20 vezes; pois bem, mastiguei o dobro, para assim tentar cansar o maxilar e diminuir a fome. A cerveja era forte(mas boa), o que provoca um efeito mais rápido. Música ao vivo, tocando JAZZ. Fui  pro segundo bar, agora pedi apenas uma cerveja (e continuava com fome). Neste, a música era de um excelente BLUES. Já para o terceiro bar, em que aos poucos a rua parecia ser em zigue-zague, uma nova cerveja e, novamente, um excelente BLUES (a essa altura nem sei se estava distinguindo bem o estilo musical). Neste terceiro bar, conversei um bom tempo com um casal da Itália,com o que fez melhor absorver os efeitos das cervejas. Saindo deste, na rua, fiquei um bom tempo(e sem beber), numa esquina, cheia de gente, a apreciar um grupo musical(JAZZ), que tocava na calçada. Por derradeiro, parti para o quarto bar (mas desta vez não tomei nada - tinha que achar o caminho do hotel) fiquei apenas ouvindo música ao vivo - JAZZ. Assim é essa cidade, esse bairro. agitado musicalmente à noite; um verdadeiro espetáculo para quem gosta do gênero. Realmente, essa cidade se ilumina à  noite com a música. De bar em bar, nas ruas, a alegria das pessoas é contagiante! Isso é New Orleans!